Surviving R. Kelly é um documentário do canal Lifetime que detalha as alegações de abuso sexual contra o cantor Robert "R." Kelly. Sua primeira temporada foi ao ar em três noites, de 3 a 5 de janeiro de 2019. A cineasta e crítica musical Dream Hampton atuou como produtora executiva juntamente com Joel Karsberg, Jesse Daniels e Tamra Simmons. Os músicos Chance the Rapper, John Legend e Stephanie "Sparkle" Edwards apareceram no documentário. Seu episódio de estreia, em 3 de janeiro de 2019, foi o programa de maior audiência do Lifetime em mais de dois anos, com 2 milhões de telespectadores. Recebeu aclamação da crítica, com 95% de aprovação no Rotten Tomatoes. O documentário também levou vários músicos que colaboraram anteriormente com Kelly em projetos, incluindo Lady Gaga e Ciara, a repudiá-lo e removerem seus trabalhos com ele das plataformas de streaming. Pouco depois da exibição da série documental, a última gravadora de Kelly, a RCA Records, encerrou seu contrato com ele, pondo fim à sua carreira. Em fevereiro de 2019, Kelly foi preso e acusado de 10 crimes de abuso sexual agravado. Em junho de 2022, Kelly foi condenado e sentenciado a 30 anos de prisão por seus crimes sexuais. Uma segunda temporada, intitulada Surviving R. Kelly Part II: The Reckoning, estreou em 2 de janeiro de 2020. Uma temporada final, intitulada Surviving R. Kelly: The Final Chapter, estreou em 2 de janeiro de 2023.
Episódios
Visão geral
Temporada 1 (2019)
Temporada 2: Part II: The Reckoning (2020)
Temporada 3: The Final Chapter (2023)
Recepção
Resposta da crítica O site agregador de críticas Rotten Tomatoes registrou uma taxa de aprovação de 95% para a primeira temporada, com uma classificação média de 8,19/10, com base em 21 avaliações. O consenso crítico do site afirma: "Ao desenterrar histórias anteriormente suprimidas, Surviving R. Kelly expõe os perigos de permitir comportamentos predatórios e dá a voz necessária às suas sobreviventes.". O Metacritic, que usa uma média ponderada, atribuiu uma pontuação de 86 em 100 com base em nove críticas, indicando "aclamação universal" .
Impacto A Linha Direta Nacional de Agressão Sexual dos Estados Unidos, operada pela Rape, Abuse & Incest National Network (RAINN), registrou um aumento de 27% nas ligações durante a exibição do documentário e um aumento de 40% após a exibição. Após o documentário, o gabinete da Procuradora do Condado de Cook, Illinois, Kim Foxx, afirmou em 10 de janeiro de 2019 que havia recebido inúmeras novas ligações alegando abuso sexual por parte de R. Kelly e que estava investigando as denúncias. Lady Gaga também divulgou um comunicado dizendo que se arrependia de ter trabalhado com R. Kelly no dueto de 2013 "Do What U Want" e que estava trabalhando para removê-lo dos serviços de streaming online. Outros artistas que já trabalharam e colaboraram com Kelly, como Chance the Rapper, Celine Dion, Jennifer Hudson e Ciara, também retiraram suas respectivas músicas com ele dos serviços de streaming e lojas de música. A Nielsen SoundScan relatou que, após a exibição inicial da série, a popularidade da música de Kelly em plataformas de streaming dobrou. Mas, em contraste, após a exibição da série, muitas estações de rádio urban contemporary – onde R. Kelly era presença constante – em diversos mercados decidiram que não tocariam mais suas músicas, enquanto outras estações de rádio que discretamente baniram suas músicas não fizeram um anúncio público sobre sua decisão. A gravadora de Kelly, RCA Records, rescindiu seu contrato logo após a exibição da série documental. Em 22 de fevereiro de 2019, o Ministério Público do Condado de Cook, em Illinois, acusou Kelly de 10 crimes de abuso sexual agravado. Em 6 de março de 2019, Gayle King entrevistou Kelly no programa CBS This Morning. Kelly insistiu em sua inocência e culpou as mídias sociais pelas alegações. Durante a entrevista, Kelly teve um acesso de raiva, levantando-se, batendo no peito e gritando.
Prêmios Surviving R. Kelly ganhou um Prêmio Peabody na categoria Documentário.
Ver também Mute R. Kelly Surviving Jeffrey Epstein
Referências