O príncipe Harry revelou, em entrevista concedida à revista GQ, que o maior arrependimento que carrega desde a morte da princesa Diana está ligado à última ligação telefônica que fez com a mãe. O duque de Sussex, que tinha apenas 12 anos na época, admitiu que encerrou a conversa rapidamente para poder brincar com os primos, decisão que ainda o acompanha.Durante o bate‑papo, o jornalista Zach Baron perguntou ao monarca britânico se ele considerava mais doloroso perder alguém de forma repentina ou conviver com um sofrimento prolongado, como o diagnóstico de uma doença grave. Harry respondeu que não saberia dizer, antes de rememorar a tragédia que tirou Diana de sua vida. “Minha mãe foi tirada de mim cedo demais”, declarou.O príncipe aprofundou o que mudaria naquela última interação. “Já falei abertamente sobre um dos meus maiores arrependimentos: aquela última ligação que fiz com ela”, disse. “Se eu soubesse que seria a última ligação com ela, como aquela conversa teria sido diferente. E eu tenho que conviver com isso”. Ele explicou que, aos 12 anos, preferiu encerrar a chamada para “sair correndo e brincar com meus primos”.A culpa por não ter conversado mais com Diana acompanhou Harry por anos, mas começou a diminuir quando ele se tornou pai de Archie, de 7 anos, e de Lilibet, de 5 anos, frutos do casamento com Meghan Markle. “Antes de ser pai, eu carregava uma certa culpa e outros sentimentos que realmente me acompanhavam. Era algo pesado. E aí, sim, quando você se torna pai ou mãe, claro que as coisas mudam”, afirmou.Harry também revelou que costuma imaginar como seria sua vida se Diana ainda estivesse viva. “É só um rápido ‘Nossa, que saudade. Imagina como seria o mundo se você ainda estivesse aqui. Fico pensando em como seria minha família se você ainda estivesse aqui’. São perguntas que eu me faço. Às vezes, faço perguntas a ela buscando algum tipo de resposta e, às vezes, consigo uma”, contou.O duque ainda manifestou acreditar que mantém algum tipo de ligação energética com a mãe, quase três décadas após sua partida. “Ainda existe uma ligação com a minha mãe, e eu realmente sinto a energia dela em certos momentos e em certas fases da minha vida”, ponderou.Para ilustrar essa conexão, Harry explicou que percebeu uma “ligação energética” entre pais e filhos ao observar o comportamento de Archie nos momentos de tensão. Quando o bebê nasceu, o príncipe fazia viagens diárias de 40 minutos de carro entre Londres e a residência da família. “Eu estava muito estressado com tudo o que estava acontecendo e com tudo o que eu tinha que lidar. Quando voltava, eu literalmente tirava o Archie dos braços da Meghan. E se eu ainda estivesse estressado, ele sentia”, recordou.Para acalmar a situação, o príncipe tentou chegar mais tranquilo à porta de casa, perguntando ao filho: “Posso tentar agora?”. Ao segurar Archie no colo, o bebê se inclinava para ele, como se confirmasse a presença da energia. “Uau, OK. Então a energia é real mesmo. E acho que, como pais, precisamos estar muito atentos a isso”, concluiu.Assista ao desabafo completo de Harry no YouTube: https://youtu.be/6-rhaR1ZlAs?si=8yxbDhY8sF3lpFwG&t=1518Veja também outro trecho da entrevista em que ele fala sobre a ligação energética com o filho: https://youtu.be/6-rhaR1ZlAs?si=3mrcO5UIvVTrTrrT&t=2107










